“Quando o Homem Vai ao Psicólogo?":
PERFIL MASCULINO DE USUÁRIOS EM UM SERVIÇO PÚBLICO DE PSICOLOGIA
Palavras-chave:
masculinidade, saúde mental, gênero, psicologia clínicaResumo
O sofrimento psíquico e o adoecimento mental masculino têm se mostrado preocupações relevantes no contexto geral da saúde. Esses aspectos estão alinhados aos objetivos da Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem (PNAISH). Este estudo teve como finalidade analisar o perfil masculino de busca por atendimento em um serviço público de psicologia. A pesquisa, de caráter documental, descritivo, retrospectivo e com abordagem qualitativa, baseou-se em dados obtidos por meio da análise de fichas de controle de atendimentos e planilhas de inscrição referentes a atendimentos psicológicos realizados entre 2019 e 2023 pelo Serviço de Psicologia (SEP) da UFCG (SEP/CCBS/UFCG). Os registros analisados contêm informações sociodemográficas e clínicas dos usuários do SEP. Foram estabelecidos como critérios de inclusão: (1) planilhas de inscrição de atendimentos psicológicos devidamente preenchidas entre 2019 e 2023; e (2) fichas de controle de atendimentos psicológicos preenchidas no mesmo período. Os dados quantitativos foram tratados por meio de estatística descritiva, enquanto os qualitativos foram analisados com base na Análise de Conteúdo, conforme Bardin (1977). Os resultados indicaram que o perfil sociodemográfico e clínico masculino atendido pelo SEP entre 2019 e 2023 foi predominantemente composto por estudantes (38,2%) com ensino superior incompleto (57,63%), faixa etária 18-29 anos (75,57%), que se autodeclaram pardos (41,6%) e apresentam nível socioeconômico baixo (44,1%). As principais razões para a busca pelo serviço de psicologia incluíram questões relacionadas à ansiedade (44,27%), conflitos familiares e interpessoais (24,81%), além de interesse em autoconhecimento, curiosidade ou aconselhamento (22,14%). Embora tenham sido observados avanços na promoção da saúde mental, o adoecimento psíquico permanece como o principal motivo que leva os homens a procurarem serviços de psicologia. Esse cenário reflete os desafios enfrentados pelo público masculino em relação ao autocuidado em saúde, conforme destacado pela PNAISH.
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